Ludmilla comemorou nesta terça-feira (13/5) uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reconhece oficialmente o crime de injúria racial cometido contra ela em 2017. A cantora usou suas redes sociais para se manifestar sobre a vitória judicial, sete anos após o episódio.
“Em 2017, fui chamada de ‘pobre macaca’ por um apresentador ao vivo na TV aberta. Hoje, finalmente foi reconhecido o racismo que tentei denunciar lá atrás. Essa vitória não apaga a dor, mas reforça que o racismo é crime e tem consequência. Agradeço ao sistema judiciário brasileiro por apoiar essa luta. Justiça foi feita!”, escreveu Ludmilla.
Condenação restabelecida
Segundo o colunista Lauro Jardim, do O Globo, a 5ª Turma do STJ acatou um recurso da defesa de Ludmilla e restabeleceu a condenação do apresentador Marcão do Povo, que chamou a artista de “pobre macaca” durante uma exibição ao vivo para o Distrito Federal.
A decisão inclui o pagamento de uma indenização de R$ 30 mil e pena de um ano e quatro meses de prisão — ainda em regime a ser definido. O apresentador pode recorrer a decisão.
Histórico do caso
O caso já havia sido julgado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que condenou Marcão do Povo em 2023. No entanto, a ministra Daniela Teixeira, do STJ, derrubou a decisão em análise monocrática. Agora, com novo entendimento da 5ª Turma, a pena foi validada.
A defesa do apresentador alegava que suas falas foram tiradas de contexto, enquanto os advogados de Ludmilla argumentaram que não houve edição de vídeo e que as falas foram proferidas ao vivo, de forma explícita e ofensiva.