CASO BRUNO E DOM!

TRF1 transfere júri dos acusados para Manaus após pedido do MPF

Nesse cenário, as investigações apontam os réus como executores das mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.

Neto Maciel, Repórter do EM OFF

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou que o julgamento de Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, e Jefferson da Silva Lima. Nesse cenário, as investigações apontam os réus como executores das mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. Diante disso, o julgamento deixará de ocorrer em Tabatinga, no Alto Solimões. Mas, com a decisão, o Tribunal do Júri passa a ser realizado em Manaus, medida classificada pelo Ministério Público Federal (MPF) como necessária. Sendo assim, para garantir um ambiente de maior independência, reduzir pressões locais e dar mais ritmo ao andamento do processo.

Nesse contexto, o MPF apresentou o pedido de transferência (desaforamento) ao argumentar que a manutenção do júri em Tabatinga poderia comprometer a duração razoável do processo. Para a acusação, concentrar o julgamento na capital do Amazonas tende a oferecer mais segurança institucional. E também, melhores condições logísticas para que a fase do júri avance sem novas interrupções.

CONSEQUÊNCIAS DA MUDANÇA:

Mas, com a mudança, as ações penais relativas aos executores voltam a tramitar separadamente — uma reconfiguração que, na avaliação do MPF, pode destravar procedimentos e acelerar a chegada ao plenário do júri. Ainda não há data anunciada para a sessão, mas, com o deslocamento para Manaus, o caso passa a correr sob a jurisdição da capital. Sendo assim, ficando mais próximo de cumprir os trâmites finais antes do julgamento popular.

Bruno e Dom desapareceram em junho de 2022, na região do Vale do Javari, após deixarem uma comunidade ribeirinha. Logo em seguida, eles seguiram viagem pelo interior do Amazonas. O assassinato repercutiu internacionalmente e expôs, mais uma vez, a escalada de violência na fronteira do país, em área marcada por conflitos envolvendo pesca ilegal, garimpo e outras atividades criminosas.

Além dos réus apontados como executores, o processo também envolve a apuração sobre o suposto mandante. Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, já se tornou réu após a Justiça Federal aceitar denúncia apresentada pelo MPF, em procedimento que tramita em Tabatinga.