CAMPANHA MARÇO MULHER!

Piauí registra forte queda nos feminicídios no início de 2026

Nos dois primeiros meses de 2025, as autoridades contabilizaram 210 casos. Já em 2026, o número caiu para 151, o que representa redução de 28,1%

agência conversadebastidores, Repórter do EM OFF

O Piauí iniciou 2026 com queda significativa nos casos de feminicídio. Dados divulgados nesta segunda-feira (9/3), durante o lançamento da campanha Março Mulher, no Palácio de Karnak, em Teresina, mostram que o estado reduziu os registros de 12 ocorrências no primeiro bimestre de 2025 para quatro no mesmo período deste ano. Com isso, o índice apresentou retração de 66,7%.

Além disso, o levantamento aponta queda nos registros de estupro contra mulheres. Nos dois primeiros meses de 2025, as autoridades contabilizaram 210 casos. Já em 2026, o número caiu para 151, o que representa redução de 28,1%. Dessa forma, os dados indicam recuo também em outros tipos de violência contra mulheres no estado.

Ao comentar os indicadores, o governador Rafael Fonteles afirmou que a diminuição dos feminicídios está ligada ao fortalecimento das ações de enfrentamento à violência. Segundo ele, o estado intensificou o rigor contra agressores e ampliou os canais de denúncia. Além disso, Fonteles destacou que a meta do governo é avançar até eliminar esse tipo de crime.

AUTORIDADES REALIZAM PRISÕES:

Outro dado apresentado durante o evento mostra crescimento nas prisões realizadas pelas Delegacias Especializadas. No primeiro bimestre de 2025, as equipes registraram 434 detenções. No mesmo período de 2026, o número subiu para 535, o que representa aumento de 23,3% nas ações policiais contra suspeitos de violência.

Por sua vez, a secretária de Estado das Mulheres, Zenaide Lustosa, destacou que a ampliação das políticas públicas vem produzindo efeitos concretos. Ela ressaltou que, no ano passado, nenhuma mulher acompanhada pela Patrulha Maria da Penha foi vítima de feminicídio. Além disso, chamou atenção para a estrutura municipal de proteção, ao afirmar que boa parte dos casos ocorreu em cidades que ainda não possuem secretaria específica voltada às mulheres.

Por fim, na avaliação da delegada Bruna Fontenele, o combate à violência também depende da independência econômica feminina. Segundo ela, garantir qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho fortalece a autonomia das mulheres. Assim, essas medidas ampliam as condições para que vítimas consigam romper ciclos de agressão.