A Polícia Federal realizou, na manhã de quarta-feira (8/4), uma nova ofensiva contra um esquema de fraudes previdenciárias. E com isso, apontou um prejuízo de R$ 4,6 milhões aos cofres públicos. Batizada de Operação Recidiva, a ação teve como foco um grupo que manipulava informações trabalhistas para garantir, de forma irregular, a liberação de benefícios do INSS.
As equipes, no entanto, cumpriram seis mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão em quatro municípios. São Luís, Barreirinhas e Tutóia, no Maranhão, além de Parnaíba, no Piauí. As ordens judiciais partiram da 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.
Segundo a investigação, o esquema incluía vínculos de emprego inexistentes no sistema utilizado para transmitir dados à Previdência Social. Com isso, os investigados abriam caminho para a concessão indevida de benefícios previdenciários.
CONTINUAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO:
Sendo assim, a Polícia Federal aponta que esta etapa dá continuidade à apuração iniciada em 2025. Quando a Operação Transmissão Fraudulenta revelou a atuação de um grupo formado, em sua maioria, por contadores. Agora, os investigadores ampliaram o foco e incluíram outros suspeitos, entre eles intermediários responsáveis por captar interessados e advogados que, segundo a PF, participaram diretamente da viabilização das concessões irregulares.
Até o momento, as investigações identificaram 50 benefícios liberados sob suspeita e, dessa forma, alcançaram um impacto estimado em R$ 4,6 milhões. Além disso, os órgãos de inteligência da Previdência avaliam que a interrupção desses pagamentos pode evitar perda futura em valor semelhante.
Mas, além das prisões e buscas, a Justiça autorizou a quebra de sigilos bancários e fiscais, o bloqueio de valores e o arresto de bens dos investigados. Ao todo, 32 policiais federais participaram da operação.
Por fim, se as suspeitas se confirmarem, os envolvidos responderão por crimes como estelionato contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema oficial, falsa identidade e lavagem de dinheiro.
