ENTENDA!

Carlinhos Maia dá depoimento à Polícia Civil após polêmica com brigadeiro de maconha

Assim, o material expõe detalhes da apuração e destaca os pontos que mais chamaram atenção das autoridades

Neto Maciel, Repórter do EM OFF

A investigação sobre o chamado “brisadeiro”, consumido durante uma festa de Natal organizada por Virginia Fonseca e Vini Jr., ganhou novos contornos e colocou Carlinhos Maia em evidência. Dessa vez, o Portal LeoDias revelou com exclusividade o depoimento do influenciador à Polícia Civil de Goiás. O delegado Marcelo Fernandes colheu as declarações nesta terça-feira (5/5). Assim, o material expõe detalhes da apuração e destaca os pontos que mais chamaram atenção das autoridades.

Logo no início, Carlinhos buscou contextualizar o episódio e descreveu o momento em que teve contato com o doce. Segundo ele, tudo aconteceu de forma espontânea, em meio a encontros com fãs e outras pessoas. “Na verdade, isso é uma coisa que é vendida publicamente nas praias do Brasil, em todo lugar. Não sei se aí em Goiânia vende, mas, como eu falei, encontrei com várias pessoas. Uma dessas pessoas fez: ‘Olha, aqui é um brigadeiro com cannabis pra você ficar feliz’. Eu não sei quem era a pessoa, porque encontrei com várias pessoas para fotos e tudo mais, alguns seguidores. Então, eu contei a experiência justamente porque eu nunca tinha feito, nunca tinha provado em nenhuma das viagens. Eu sei que é uma coisa que é praticamente naturalizada, existem passeatas, inclusive, para a legalização da própria maconha”, disparou Carlinhos.

DROGADO?

Em seguida, o influenciador reforçou seu posicionamento e negou qualquer vínculo com drogas. Além disso, ele classificou a situação como uma experiência isolada e inédita em sua trajetória. “Então, eu não sou maconheiro, não sou um drogado, não sou nada do tipo, e contei a experiência na maior naturalidade, porque era uma coisa nova, inclusive.”

E continuou: “Eu provei, não é sair fumando maconha, não é sair levando tráfico de brigadeiro para nada, foi uma bala de brigadeiro. O pessoal disse que vende, me deram, eu achei, quis provar a experiência, provei e é isso. Onde que estavam esses brigadeiros? Ah, não sei, encontrei várias pessoas ali na saída do hotel, em vários lugares, foi tanta gente. Por isso mesmo que eu quis dividir a experiência, porque esse brigadeiro me deixou realmente de um jeito que eu nunca tinha ficado. Fui contar para as pessoas o efeito disso.”

CARLINHOS COMPARTILHOU O DOCE:

Na sequência, o delegado avançou nas perguntas e quis saber com quem Carlinhos compartilhou o doce. O influenciador respondeu de forma direta e confirmou o nome de Lucas Guedez. “Eu já falei publicamente. Entreguei foi para o Lucas Guedez”. Logo depois, a autoridade questionou se houve cobrança. Carlinhos reagiu imediatamente: “Cobrar dinheiro? É óbvio que não! Eu não vendo drogas, desculpa. Foi gratuitamente, era apenas um chocolate, coisa que é vendida nas praias do país inteiro, inclusive”.

Além disso, o delegado citou uma entrevista concedida ao jornalista Leo Dias, na qual o comunicador teria mencionado a origem do doce. No entanto, Carlinhos evitou aprofundar o tema, classificou a informação como fofoca e afirmou que já havia dito tudo o que sabia até então. Dessa forma, ele manteve cautela ao abordar esse ponto da investigação.

Por fim, o delegado destacou o estranhamento em relação à circulação desse tipo de produto em Goiás e comparou realidades regionais. “O senhor assume que alguém deu o brigadeiro para o senhor, como acabou de dizer agora. Aqui não é praia, Goiânia não é praia, aqui é difícil o senhor encontrar. Inclusive, eu, que há muitos anos estou nessa profissão, é a primeira vez que ouço falar em ‘brisadeiro’, brigadeiro com maconha. Está certo que cada região do país tem sua cultura e sua forma de venda de drogas, mas aqui não tem praia e não é vendida essa substância desse jeito”, cravou Fernandes. Ainda assim, o influenciador sustentou que viveu apenas uma experiência pontual e reforçou que não se recorda da origem do doce.