A PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara dos Deputados, continua sem avanço no Senado. A proposta depende agora de decisões do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, entre elas a escolha de um relator e a definição do rito de tramitação.
Nos bastidores, senadores afirmam que Alcolumbre resiste a pautar o texto. A demora ocorre em um momento de maior desgaste na relação entre o Senado e o governo Lula, especialmente após a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
A proposta é vista pelo Planalto como uma das principais apostas na área de segurança pública. O texto busca ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime. Sem despacho no Senado, porém, a PEC permanece parada, mesmo depois de ter passado pela Câmara.
A eventual votação ainda exigirá dois turnos no Senado. Caso o texto seja alterado pelos senadores, terá de voltar para nova análise dos deputados.
O impasse transforma a PEC em mais um capítulo da disputa política entre Executivo e Congresso. De um lado, o governo tenta apresentar uma resposta institucional para a segurança pública. De outro, o comando do Senado mantém controle sobre o ritmo da pauta.

