PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Casa do Canela será restaurada em Oeiras com investimento superior a R$ 2,3 milhões

A Secretaria de Estado da Cultura do Piauí autorizou o início das obras de restauração e requalificação da Casa do Canela, em Oeiras

agência conversadebastidores, Repórter do EM OFF

A Secretaria de Estado da Cultura do Piauí autorizou o início das obras de restauração e requalificação da Casa do Canela, em Oeiras, município que foi a primeira capital piauiense. A ordem de serviço foi assinada na manhã desta segunda-feira (4) pelo secretário Rodrigo Amorim, e os trabalhos devem começar em até quinze dias.

A solenidade contou com a presença do senador Marcelo Castro, do presidente da Fundação Nogueira Tapety, Carlos Rubem, e do coordenador de Patrimônio Histórico do Piauí, Ismael Bezerra.

A intervenção receberá investimento de R$ 2.351.801,78. Desse total, R$ 2.054.592,79 são provenientes de emenda parlamentar destinada pelo senador Marcelo Castro. Outros R$ 297.208,99 serão aplicados pelo Governo do Estado.

O projeto prevê a recuperação do imóvel e a criação de novos espaços culturais. A Casa do Canela passará a abrigar um memorial dedicado ao vaqueiro, figura essencial na formação do sertão piauiense, além de uma área em homenagem ao poeta Nogueira Tapety, que viveu seus últimos dias no local e produziu ali parte de sua obra. Também está prevista a construção de um restaurante anexo, pensado para contribuir com a manutenção futura do equipamento.

Construída na década de 1880, a Casa de Fazenda do Canela é uma referência da arquitetura rural piauiense. O nome remete a Luiz Canela de Ferro, entregador que ficou conhecido por percorrer longos trajetos a pé carregando malas postais. A denominação atravessou o tempo e também passou a identificar o bairro Canela.

Tombado pelo Estado do Piauí desde 1981, o imóvel integra o Conjunto Histórico e Paisagístico reconhecido pelo Iphan. Apesar da importância histórica, a Casa do Canela passou por poucas intervenções ao longo de sua existência, com registros de reformas no fim do século XIX e na década de 1960.