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Amado Batista é ligado à ‘lista suja’ e equipe se pronuncia às pressas

Fazenda arrendada virou pivô e defesa jogou responsabilidade em terceirizada

Doralice Soriano, Repórter do EM OFF

A atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada na última segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, colocou o nome do cantor Amado Batista em evidência e, imediatamente, gerou repercussão. Diante disso, a defesa do artista decidiu se manifestar e apresentar sua versão sobre o caso.

Nesse sentido, em declaração ao blog da Fabíola Reipert, o advogado Maurício Carvalho rebateu uma das principais informações que circularam após a divulgação. “A informação de que houve o ‘resgate’ de 14 trabalhadores na propriedade é completamente falsa e inverídica. Todos os funcionários continuam trabalhando normalmente”, afirmou.

Por outro lado, o Governo Federal sustenta que 14 trabalhadores enfrentaram condições análogas à escravidão em duas propriedades ligadas ao cantor, localizadas em Goianápolis. Além disso, as fiscalizações realizadas em 2024 identificaram dez funcionários no Sítio Esperança e outros quatro no Sítio Recanto da Mata, ambos às margens da BR-060.

Ao mesmo tempo, a defesa destacou que parte da situação envolve um contrato de arrendamento. “Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda ‘arrendada’ pelo senhor Amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada”, explicou o advogado.

Por fim, os representantes do artista garantem que regularizaram o caso após firmarem acordo com o Ministério Público do Trabalho, com a quitação das obrigações trabalhistas. Ainda assim, a inclusão de Amado Batista na lista segue gerando debates e mantém o assunto em alta nas redes sociais.