A recente exibição do Conversa com Bial, no GNT, colocou Cissa Guimarães novamente no centro das atenções nas redes sociais. Durante a entrevista, ela trouxe à tona a lembrança da morte do filho caçula, Rafael Mascarenhas, que morreu aos 18 anos, em 2010, após um atropelamento no Túnel Acústico, no Rio de Janeiro. Com isso, o relato ganhou força e mobilizou o público.
Além disso, ao falar sobre o luto, Cissa apresentou uma visão marcante sobre a perda e surpreendeu ao destacar o que viveu ao lado do filho. “Eu não perdi nada. Só ganhei 18 anos do maior amor da minha vida junto com os meus dois outros filhos e meus netos”. Assim, a declaração rapidamente se espalhou e provocou forte repercussão entre os internautas.
Em seguida, a apresentadora aprofundou o impacto dessa relação em sua vida e destacou como a experiência transformou sua trajetória pessoal. “Eu mergulharia de cabeça tudo de novo só para ter o Rafa por 18 anos na minha vida. Porque, se eu não tivesse tido, não sentiria todo esse amor que eu sinto até hoje. Não teria aprendido tanto na vida. Eu sou uma mulher completamente diferente depois do Rafa”, afirmou.
Ao continuar, ela reforçou as mudanças internas que construiu ao longo dos anos e apontou valores que passaram a guiar sua forma de viver. “Também com a própria afirmando que o w a aceitação, o respeito aos outros, a não sentir raiva. Eu nunca tive raiva”, completou, deixando claro o posicionamento que adotou diante da dor.
Por fim, Cissa revelou um hábito que mantém desde a morte do filho e explicou a decisão envolvendo o local da tragédia. “Eu vou no túnel [onde ele morreu] e boto flores toda semana, há 15 anos”, contou. Além disso, ela comentou a proposta do então prefeito Eduardo Paes e justificou sua escolha: “Eduardo Paes (ex-prefeito do Rio de Janeiro) quis uma época que eu desse o nome do Rafa a uma pista de skate. Eu falei: ‘Não, quero no túnel, que não tem nome. Quero que seja lembrado, para não acontecer mais’. Por fim, ela resumiu o espaço do luto em sua vida: “O Rafa ocupa um lugar que eu cuido muito. Um coração amputado e uma dor eterna, presente, cotidiana. Tem momentos que até dá uma esquecida, mas acordo e falo com ele, agradeço a ele. Eu cuido dessa dor, ela é minha, ela vai junto comigo quando eu for fazer minha passagem. Eu reverencio, celebro meu filho, sempre”.
