SEM REGALIAS!

Hytalo Santos e marido chegam com os cabelos raspados no presídio em João Pessoa

Influenciador e o companheiro chegaram à unidade prisional com os cabelos raspados e vão dividir pavilhão exclusivo para a população LGBT

Hanna Carvalho, Repórter do EM OFF

O influenciador digital Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, foram transferidos nesta quinta-feira (28) para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, mais conhecida como presídio do Roger, em João Pessoa. A unidade é considerada a mais importante da capital paraibana na custódia de presos provisórios do sexo masculino.

O casal chegou ao presídio já com os cabelos raspados, como determina o protocolo de ingresso. O Roger abriga atualmente 890 detentos, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), embora tenha capacidade para apenas 700, o que representa uma taxa de ocupação 27% acima do limite. A unidade possui oito pavilhões, incluindo um espaço exclusivo para a população LGBT.

De acordo com a direção do presídio, Hytalo e Euro foram encaminhados ao pavilhão destinado a gays, bissexuais e transexuais. O espaço, de aproximadamente 3 metros por 15, não conta com celas individuais e será compartilhado com outros quatro detentos. Apesar disso, segundo o diretor Edmilson Alves, os presos têm camas de alvenaria, banheiro disponível e três refeições diárias, sem qualquer tipo de regalia.

“Não terão tratamento especial. Vão comer café, almoço e janta igual aos outros detentos. Já recebi preso da Europa que roubou 10 milhões e teve que comer salsinha da cadeia do mesmo jeito. Se servisse caviar, iam comer caviar igual aos outros”, disse Alves.

Hytalo e o marido só poderão receber visitas e ter acesso ao banho de sol após cinco dias. O período ao ar livre deve durar de 40 minutos a uma hora, sem contato com outros pavilhões. As visitas são autorizadas apenas aos domingos, mediante cadastro prévio e comprovação de vínculo familiar. Familiares podem levar alimentos, roupas e produtos de higiene, dentro de limites estabelecidos.

Antes de serem levados ao Roger, os dois passaram por exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica, em João Pessoa. A transferência contou com esquema especial de segurança, incluindo escolta de pelo menos dois policiais por preso durante o voo.