O influenciador e ex-BBB Nego Di, nome artístico de Dilson Alves da Silva Neto, foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, além de multa, por crimes de estelionato. A decisão foi proferida na tarde desta terça-feira (4/6) pela juíza Patrícia Pereira Krebs Tonet, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Canoas, no Rio Grande do Sul.
A sentença também condena o sócio de Nego Di, Anderson Boneti, à mesma pena. Ambos foram considerados culpados por aplicar golpes em 16 vítimas da cidade de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por meio da loja virtual “TADIZUERA”, que oferecia produtos como iPhones, TVs e aparelhos de ar-condicionado a preços abaixo do mercado — sem jamais entregá-los.
Esquema em escala
Segundo o Ministério Público, os crimes ocorreram entre março e julho de 2021, período em que a dupla arrecadou mais de R$ 5 milhões com as falsas vendas. O dinheiro teria sido “pulverizado” para diversas contas e destinos, sem que os produtos fossem entregues ou os valores reembolsados.
Embora o processo julgado trate de 16 vítimas, a investigação policial apurou mais de 370 casos de estelionato em diversas cidades do Rio Grande do Sul.
A juíza classificou o caso como um golpe articulado com alta capacidade de dano social:
“Não se trata de estelionato comum, mas de um verdadeiro esquema meticulosamente organizado (…), focado em pessoas de condição financeira não elevada e que se valeu da credibilidade inconteste de um dos réus para retardar a percepção geral de que se tratava de um crime”, escreveu a magistrada na sentença.
Prisões e liberdade provisória
Nego Di e o sócio foram presos em julho de 2024. No entanto, o influenciador conseguiu habeas corpus em novembro do mesmo ano e responde ao processo em liberdade, sob medidas cautelares impostas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre elas a proibição de usar redes sociais. Já Anderson Boneti segue preso preventivamente e não poderá recorrer em liberdade.
