Taylor Swift levou sua batalha pelo controle da própria imagem a um novo território: a voz. A cantora entrou com pedidos de registro de marca nos Estados Unidos para proteger trechos falados por ela e uma imagem associada à sua presença nos palcos.
A iniciativa foi apresentada pela TAS Rights Management ao Escritório de Patentes e Marcas dos EUA em 24 de abril de 2026. Os pedidos incluem as frases “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”, além de uma imagem da artista em apresentação, com violão rosa, figurino brilhante e botas prateadas, visual ligado à turnê The Eras Tour.
O gesto mira um problema que cresce com velocidade: a criação de vozes, imagens e vídeos falsos por inteligência artificial. Swift já foi alvo de conteúdos manipulados, inclusive deepfakes explícitos e falsas peças de endosso político.
Especialistas avaliam que o registro de voz não elimina todos os riscos, mas pode ampliar a capacidade jurídica da artista contra usos comerciais que confundam o público ou sugiram autorização indevida. Trata-se de uma nova trincheira: a celebridade tentando transformar sua identidade digital em território protegido.
Taylor Swift, mais uma vez, não está apenas defendendo uma marca. Está antecipando uma guerra que em breve atingirá qualquer pessoa cuja voz possa ser roubada por uma máquina.

