A tarde desta terça-feira (17) ganhou contornos graves no confronto entre Real Madrid e Benfica, pela Champions League. Logo após marcar o primeiro gol e comemorar dançando, Vinicius Jr denunciou um episódio de racismo, o que interrompeu a partida por cerca de dez minutos e acionou imediatamente o protocolo antidiscriminação da Fifa.
Em seguida à comemoração, o argentino Gianluca Prestianni se aproximou do atacante brasileiro, cobriu a boca para evitar leitura labial e proferiu ofensas. Diante disso, Vinicius Jr reagiu sem hesitar, correu até o árbitro e formalizou a acusação. “Ele me chamou de macaco”, afirmou o camisa 7, apontando diretamente para o adversário.
Na sequência, Kylian Mbappé também protestou, o que elevou a tensão no gramado. Logo depois, a arbitragem paralisou o jogo enquanto o VAR tentou analisar as imagens do lance. No entanto, como o jogador acusado manteve a boca coberta, a equipe não conseguiu confirmar a fala nem aplicar punição imediata.
Ainda assim, o árbitro executou o gesto antirracismo oficial da Fifa, com os braços cruzados na altura dos punhos, para registrar a denúncia e ativar o protocolo. Desde 2024, a entidade determina que suas 211 associações filiadas adotem sanções específicas para casos de racismo, consideradas severas e capazes de resultar até no encerramento da partida com derrota do clube envolvido.
Por fim, o protocolo prevê três etapas obrigatórias durante jogos oficiais. Primeiro, o árbitro interrompe o confronto e exige, por meio de anúncio público, o fim da conduta racista. Caso o comportamento continue, a arbitragem pode suspender temporariamente a partida e retirar os jogadores de campo. Persistindo o ato, o regulamento autoriza o encerramento definitivo do jogo, com aplicação de sanção esportiva.
VEJA MOMENTO :
O momento em que Prestianni, jogador argentino do Benfica, supostamente foi acusado de ter cometido o ato de racismo contra Vini Jr. https://t.co/V5BCGtQsdn pic.twitter.com/e7LdHoGGBN
— Futebol e Ponto (@futeboleponto) February 17, 2026

