SUPOSTO ESQUEMA COM EMENDAS!

Deputados federais Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa viram alvo de pedido de condenação no STF no Maranhão

O julgamento começou nesta terça-feira, 10 de março, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal

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agência conversadebastidores, Repórter do EM OFF

A Procuradoria-Geral da República elevou o tom e, além disso, pediu ao Supremo Tribunal Federal a condenação dos deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, bem como do suplente Bosco Costa, no processo que investiga um suposto esquema de cobrança de propina ligado a emendas parlamentares. O julgamento começou nesta terça-feira, 10 de março, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. No entanto, os ministros interromperam a análise e remarcaram a continuidade para 17 de março de 2026.

Segundo a acusação, o grupo exigiu R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões destinados ao município de São José de Ribamar, entre janeiro e agosto de 2020. Além disso, a Procuradoria sustenta que a conduta configura corrupção passiva e organização criminosa. Dessa forma, o suposto esquema teria afetado diretamente recursos públicos que deveriam atender a população, sobretudo na área da saúde.

Durante a sessão, o subprocurador-geral da República, Paulo Jacobina, reforçou o argumento da acusação. Segundo ele, o uso irregular de dinheiro público ganha gravidade ainda maior diante da realidade social do Maranhão. Além disso, a Procuradoria apontou que o esquema teria atingido recursos sensíveis e, consequentemente, prejudicado o atendimento do SUS.

ADVOGADOS NEGAM ENVIO DE RECURSOS:

Por outro lado, as defesas reagiram e tentaram enfraquecer a denúncia. Os advogados de Bosco Costa afirmaram que a investigação deveria ter começado no próprio STF e, portanto, pediram a anulação do processo. Além disso, questionaram a origem da verba e alegaram ausência de certeza sobre a ligação dos valores com emendas parlamentares. Já os advogados de Josimar Maranhãozinho negaram qualquer envio de recursos para São José de Ribamar. Enquanto isso, a defesa de Pastor Gil apontou supostas ilegalidades na apuração e colocou em dúvida a integridade das provas digitais.

O ministro Cristiano Zanin conduz a relatoria do processo. Além dele, participam do julgamento os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Na próxima sessão, a Corte deve avançar para o momento decisivo e iniciar a definição sobre eventual condenação ou absolvição dos acusados.