ExclusivoNetflix se envolve em mais uma polêmica de plágio: Semelhanças chamam atenção

A Coluna Neto Maciel EM OFF teve acesso, com exclusividade, aos autos de um processo

Neto Maciel, Colunista do Portal EM OFF

Querido leitor, a conversa de hoje é sobre algo que ocorre com frequência no mercado cinematográfico! Mas confesso que o streaming envolvido neste caso me deixou paralisado. A Netflix Entretenimento Brasil LTDA acabou se envolvendo em uma briga judicial. A Coluna Neto Maciel EM OFF teve acesso, com exclusividade, aos autos de um processo. Dito isto, lhes deixo um questionamento: até onde vai a inspiração e onde começa a apropriação criativa?

Os autores requerentes são responsáveis pela obra “Juilliard: A Arte do Amor”, publicada na plataforma Amazon no ano de 2018. O filme em questão, que eles apontam como plágio da Netflix, chama-se: “Depois do Universo”. A obra da plataforma, que teve como protagonista a atriz Júlia Be, fez sucesso no ano de lançamento.

Além da plataforma de streaming, o processo também cita Ana Carla Reber e Diego Henrique Dantas Freitas como réus. Os dois estariam diretamente ligados à criação do projeto, atuando como roteiristas da obra. No caso de Diego, a participação teria ido além do texto, já que ele também assumiu a direção da produção

Pois bem, o casal de escritores João Paulo de Carvalho e Lídia Bueno de Oliveira Ribeiro não pede dinheiro neste momento. No entanto, eles pedem algo um pouco mais ‘devastador’: provas. Querem que a Justiça determine uma perícia técnica para “comparar, ponto a ponto” um livro publicado em 2018, anos antes, com um filme posteriormente lançado na plataforma em 2022. Confesso, meu caro leitor, que, ao ter acesso a essa comparação entre uma obra e outra, fiquei confuso. Estava eu lendo sobre o mesmo projeto?

AUTORES APONTAM PLÁGIO:

Segundo os autos do processo, as semelhanças não se limitariam a coincidências superficiais. A petição sustenta: “paralelos estruturais, narrativos e simbólicos entre as obras, incluindo personagens, conflitos centrais e desenvolvimento dramático”. Os autores afirmam ter buscado esclarecimentos extrajudiciais, mas relatam ausência de resposta efetiva, enquanto a justificativa apresentada teria sido a velha conhecida do mundo artístico: “mera coincidência”.

No entanto, o polo passivo não mira só as grandes empresas, ele também atinge quem teve participação e ajudou a criar a obra. E este colunista acredita que decisões criativas não aparecem por geração espontânea, muito menos por “inspiração espiritual”. Alguém pensou, alguém escreveu, alguém aprovou. Ou seja, existem autoria, intenção, mas além de tudo isso, responsabilidade.

Por fim, se a perícia for autorizada, especialistas deverão dissecar as duas obras com rigor técnico e quase cirúrgico. Dependendo do resultado, o assunto pode se encerrar ou até mesmo, abrir a porta para uma batalha judicial de proporções muito maiores.

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Foto reprodução – Coluna Neto Maciel EM OFF