As chuvas intensas que atingem a Paraíba desde o início de maio provocaram mortes, desalojaram milhares de pessoas e levaram o governo estadual a decretar situação de emergência em 31 municípios. O cenário é de alerta, com previsão de continuidade das precipitações nos próximos dias.
De acordo com balanço atualizado pelo governo, mais de 37 mil pessoas já foram impactadas direta ou indiretamente. Cerca de 2,4 mil famílias precisaram deixar suas casas temporariamente, enquanto 895 pessoas perderam suas moradias e dependem de abrigos públicos ou apoio do poder público.
Duas mortes foram registradas em Guarabira. As vítimas, Washington Gonçalves, de 42 anos, e Antônio Felipe da Silva Júnior, de 36, participavam da organização de uma corrida de rua quando sofreram choque elétrico durante o temporal. Há indícios de que uma fiação energizada em contato com a água tenha provocado o acidente.
Diante da gravidade da situação, o governo da Paraíba oficializou o decreto de emergência com validade de 180 dias. A medida permite ações imediatas, como liberação de recursos extraordinários e assistência às famílias afetadas.
Entre as cidades mais atingidas estão João Pessoa e Bayeux. Na capital, o volume de chuva em apenas dois dias chegou a quase 70% da média prevista para todo o mês. Em diversas regiões, há registros de alagamentos, risco de deslizamentos e comunidades isoladas.
Os efeitos também atingiram o abastecimento de água. A estação elevatória de Gramame teve o funcionamento interrompido após ser inundada, comprometendo o sistema elétrico. O serviço começou a ser retomado de forma gradual na Grande João Pessoa.
O monitoramento segue em diversas localidades, com equipes acompanhando áreas de risco. Segundo órgãos de previsão, ainda há possibilidade de novos eventos, como deslizamentos pontuais, especialmente em áreas já afetadas pelo volume acumulado de chuva.
A tendência é de redução na intensidade das chuvas ao longo dos próximos dias, mas o estado permanece em alerta.
