A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investigou a morte de uma mulher e o surto de intoxicação alimentar que atingiu mais de 100 pessoas. Após o consumirem alimentos em uma pizzaria em Pombal, no Sertão do estado. Como resultado, os investigadores indiciaram o proprietário do estabelecimento, Marcos Antônio, por comercializar alimentos impróprios para o consumo.
Segundo as autoridades, os laudos do Instituto de Polícia Científica confirmaram a presença de contaminação bacteriana nas vítimas e, além disso, apontaram como causa da morte uma infecção intestinal aguda grave. Ao mesmo tempo, os exames descartaram a presença de substâncias tóxicas externas, como venenos ou drogas.
As análises dos alimentos consumidos no dia 15 de março identificaram bactérias como Escherichia coli e estafilococos coagulase positiva no molho de tomate e nas pizzas. Por outro lado, a carne não apresentou contaminação na origem, o que indica que o problema ocorreu durante a manipulação dentro da pizzaria.
ENTENDA:
Apesar disso, a investigação não conseguiu individualizar uma conduta específica que tenha causado diretamente a contaminação. Dessa forma, os responsáveis pela apuração não atribuíram ao proprietário, nem a terceiros, responsabilidade direta pela morte ou pelas lesões sofridas pelas vítimas.
Enquanto isso, a Vigilância Sanitária mantém o estabelecimento interditado e, além disso, a Polícia Civil solicitou à Justiça a interdição judicial do local. O inquérito seguiu para o Judiciário, que agora analisará os próximos passos do caso.
O episódio ocorreu entre a noite de 15 e 16 de março e, como consequência, resultou na morte da servidora pública Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos. Além disso, outras 117 pessoas procuraram atendimento médico com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais após consumirem alimentos no local.
Rayssa, engenheira agrônoma, estava na pizzaria com o namorado na noite do ocorrido e, horas depois, ambos passaram mal e buscaram atendimento médico. Inicialmente, médicos liberaram Rayssa, porém, no dia seguinte, ela retornou ao hospital em estado grave, seguiu para a UTI e, infelizmente, não resistiu.

