Durante a solenidade de posse do novo presidente do Consórcio Nordeste, realizada na última quinta-feira (5/2), o governador do Piauí, Rafael Fonteles, destacou a necessidade de ampliar o acesso ao crédito produtivo e fortalecer o financiamento da segurança pública nos estados nordestinos. A cerimônia, no entanto, marcou o início do mandato do governador de Alagoas, Paulo Dantas, que sucede Fonteles na presidência da entidade.
Mas, ao se despedir do comando do Consórcio, Rafael Fonteles fez um balanço de sua gestão, marcada pela intensificação da cooperação entre os nove estados da região. Além da atração de investimentos e pela construção de uma agenda técnica voltada à industrialização, à transição energética e à inovação produtiva. Segundo ele, um dos principais desafios históricos do Nordeste continua sendo a desigualdade no acesso ao crédito.
RAFAEL FONTELES AFIRMOU:
“O Nordeste não chegava a 10% do crédito produtivo do país. E é o crédito que alavanca o desenvolvimento, até mais do que o investimento público, que também é essencial. Precisamos continuar exigindo, especialmente dos bancos públicos, que a participação das empresas nordestinas nesse crédito siga crescendo”, afirmou o governador.
Sendo assim, Rafael também defendeu a ampliação dos recursos destinados à segurança pública. Mas, sugerindo a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública como forma de garantir investimentos permanentes aos estados. Ele comparou o volume de recursos destinados à defesa nacional com a necessidade de financiamento para o enfrentamento da violência interna. “Se há recursos para nos proteger de uma guerra externa, também precisamos de recursos para enfrentar a guerra interna que vivemos, especialmente nas regiões metropolitanas”, ressaltou.
Entretanto, ao assumir a presidência do Consórcio Nordeste, Paulo Dantas elogiou o trabalho do antecessor e afirmou que dará continuidade à agenda de integração regional. Mas, segundo ele, a gestão de Rafael Fonteles fortaleceu institucionalmente o Consórcio e estruturou bases sólidas para o crescimento econômico do Nordeste. O governador alagoano destacou, entre os resultados, a articulação da Chamada Nordeste. Que, somou cerca de R$ 113 bilhões em investimentos industriais, o maior volume já organizado pelo colegiado.
A Assembleia Geral também definiu os próximos passos do Consórcio na implementação do Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, estratégia voltada à conversão do potencial ambiental da região em desenvolvimento sustentável, geração de emprego e redução das desigualdades sociais históricas.
