ENTENDA!

Saiba quem era o agricultor que morreu após colonoscopia em Rondônia

O agricultor procurou atendimento para exames de rotina e realizou uma colonoscopia e uma endoscopia quando o caso aconteceu

a
agência conversadebastidores, Repórter do EM OFF

A morte do agricultor aposentado Alzery Geraldo de Souza, de 69 anos, após exames médicos realizados em uma clínica particular de Cerejeiras (RO), passou a mobilizar familiares e autoridades. O agricultor procurou atendimento para exames de rotina e realizou uma colonoscopia e uma endoscopia quando o caso aconteceu. Dias depois dos procedimentos, porém, ele acabou morrendo, fato que agora levanta questionamentos sobre as circunstâncias do atendimento.

Segundo familiares, Alzery representava o pilar da família. Casado, ele deixou três filhos; dois homens e uma mulher além de duas noras; um genro e cinco netos. Além disso, amigos e vizinhos descrevem o agricultor como um homem brincalhão e muito querido por quem convivia com ele. Ao longo da vida, ele construiu diversas amizades na cidade e mantinha fama de sempre ajudar quem precisava.

Além da convivência com a comunidade, Alzery também ajudava a cuidar dos sogros e mantinha forte ligação com a fé, já que era evangélico. Depois da morte, segundo a família, a rotina da casa mudou completamente. Ainda de acordo com os parentes, cerca de 500 pessoas passaram pelo velório para prestar as últimas homenagens.

O caso ganhou ainda mais repercussão quando veio à tona outra ocorrência semelhante. A Polícia Civil informou ao g1 que recebeu uma segunda denúncia de morte após a realização de colonoscopia em uma clínica particular de Cerejeiras (RO), envolvendo justamente Alzery Geraldo de Souza. Ao mesmo tempo, familiares apontam que os exames dele ocorreram na mesma clínica e com o mesmo médico citados no caso de Thyago da Silva Severino, de 34 anos, que morreu no último sábado (28) após passar por uma colonoscopia.

NÃO É O PRIMEIRO CASO:

Depois que tomaram conhecimento da morte de Thyago, que ocorreu após uma perfuração no intestino, os familiares de Alzery decidiram registrar um boletim de ocorrência. Com isso, eles pedem que as autoridades esclareçam as circunstâncias do atendimento e investiguem a possibilidade de erro médico. A Polícia Civil informou que abriu investigação para apurar o caso.

Conforme a denúncia, logo após finalizar os exames, Alzery começou a sentir fortes dores na barriga. Segundo familiares, o desconforto se tornou tão intenso que ele precisou da ajuda da pessoa que o acompanhava para conseguir se vestir antes de sair da clínica. Já em casa, parentes tentaram aliviar a dor com massagens na região abdominal, porém o quadro continuou grave. Mesmo diante das reclamações, segundo os relatos, o médico teria prescrito apenas um remédio para dor e liberado o paciente.

Com o agravamento da situação, familiares levaram Alzery ao hospital de Cerejeiras. Em seguida, ele seguiu transferido para uma unidade hospitalar em Vilhena (RO), onde realizou uma tomografia. Segundo a família, o exame identificou uma perfuração no intestino e os médicos informaram a necessidade de cirurgia de emergência. Após o procedimento, Alzery entrou em coma, permaneceu internado por dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e acabou morrendo no dia 30 de setembro. A família também afirma que o médico responsável pelo procedimento não prestou assistência após o ocorrido e que, mesmo depois de enviarem mensagens para a clínica, não houve resposta ou retorno.